Pena de Morte

Fez tudo o que pôde, mas nunca conseguiu deixar de pensar nele, inquietante, pedira-lhe que a matasse, desconfiara  do seu potencial bélico, nunca lhe perdoaria o facto de não o ter feito, vingar-se-ia, depois de se ter tornado o núcleo da sua própria existência, esse era o único elo que a fazia divergir para o que estava para lá de si própria, era testemunha de como entrara em combustão, sabia-o, entrara pela porta e as labaredas desorganizaram-se, ávidas de oxigénio, desconcentrara-se do seu propósito, visitara-a como espectador ainda demasiado comprometido com os propósitos sociais, os tribunais, as testemunhas...

publicado por Isabel Afonso às 17:48 | link do post | participe