Amo

 

"Diz-me: como se morre da chegada, Ou o que a mim me há-de suceder, pelos bares de maricas,  casas de putas Ou outros sítios de por aí, por entre caras que o álcool trouxe a um balcão e a inteligência iluminada pelo esquecimento parece ternura. Visto e intermédio,  sem esperança de ser amado, não sabendo sequer como é ser amado, mas repetindo para cada desejo menor: amo-te. Diz-me: deste medo, des...ta tremura que me sobressaltam o corpo E o expõem ao teu olhar como terra indiferente,   e volto-me para um espaço e esforço onde ressoa a tua voz, um medo e um mundo onde tropeço a falta de uma pessoa: mordo os lábios...."
José Neto
publicado por Isabel Afonso às 17:13 | link do post | participe