Sábado, 29.06.13

...

Havia sempre aquele aperto,  sufoco de existir, uma dor sem causa aparente, um desconforto, agora já nem disfarçava e isso começava a ser bom, aquele monólogo em público irritava os outros e divertia-a a ela.

 

 

publicado por Isabel Afonso às 01:58 | link do post | participe
Quinta-feira, 20.06.13

Caminhos

Sempre que escolhi um atalho revelou-se o caminho mais longo.

publicado por Isabel Afonso às 02:08 | link do post | participe | ver comentários (4)
Domingo, 16.06.13

Feira de Carcavelos

As tias vão roubar os ciganos para a feira de Carcavelos, a minha amiga Elizabeth com "z" e "th" trouxe o cigano para beber umas imperiais, ao décimo quinto dia, as mulheres abrem excepções geneticamente poderosas.

publicado por Isabel Afonso às 23:57 | link do post | participe
Segunda-feira, 10.06.13

Meiko Kaji

publicado por Isabel Afonso às 20:22 | link do post | participe
Domingo, 09.06.13

O degelo

Havia um excesso de luz a incidir na tua cara e dificuldades em manteres o personagem, chegou o tempo do degelo, os pingos de água sobre a mesa de alumínio teciam caminhos difusos de encontros improváveis porque os encontros são raros.

publicado por Isabel Afonso às 00:04 | link do post | participe
Quinta-feira, 06.06.13

Aula de Kama Sutra

 

Com um copo com embutidos de lazúli
espera por ela

Sobre o lago em volta da tarde e o perfume de flores
espera por ela

Com a paciência do cavalo pronto para descer a montanha
espera por ela

Com o bom gosto do príncipe magnífico
espera por ela

Com sete almofadas cheias de nuvens leves
espera por ela

Com o fogo do incenso mulher enchendo o lugar
espera por ela

Com o cheiro do sândalo homem em redor do dorso dos cavalos
espera por ela

E não tenhas pressa, e se ela chegar depois da hora
então espera por ela

E se ela chegar antes da hora
então espera por ela

E não assustes os pássaros que estão nas suas tranças
e espera por ela

Para que ela se sente descansada como um jardim no cimo da sua beleza
e espera por ela

Para que respire este ar estranho no seu coração
e espera por ela

Para que levante o vestido das suas coxas, nuvem por nuvem
e espera por ela

E trá-la à varanda para ver uma lua afogada em leite
espera por ela

E oferece-lhe água antes do vinho, e não
olhes para as perdizes gémeas a dormir sobre o seu peito
e espera por ela

E toca-lhe a mão devagarinho quando
pousa o copo sobre o mármore
como se lhe levasses orvalho
e espera por ela

Fala com ela como uma flauta
com a corda assustada de um violino
como se fôsseis os dois testemunhas do que o amanhã vos prepara
e espera por ela

Ilumina-lhe a noite anel por anel
e espera por ela
até que a noite te diga:
não ficaram senão vós dois no mundo

Portanto leva-a com cuidado para a tua morte desejada
e espera por ela

Mahmûd Darwîsh
Tradução: André Simões

publicado por Isabel Afonso às 17:17 | link do post | participe | ver comentários (2)

As Horas

" Não tenho tempo para descrever os meus planos. Tinha muitas coisas a dizer a respeito de As Horas e da minha descoberta, de como escavei belas cavernas atrás das minhas personagens; penso que isso dá exactamente o que quero - humanidade, humor, profundidade. A ideia é que as cavernas se ligarão entre si e cada uma vem à luz do dia no momento presente."

Virginia Woolf

publicado por Isabel Afonso às 03:37 | link do post | participe
Quarta-feira, 05.06.13

Fox Terrier de pêlo de arame

Um cão com mau feitio.

publicado por Isabel Afonso às 23:58 | link do post | participe
Terça-feira, 04.06.13

Memórias de viagens (II)

Paris, na imposibilidade de me juntar ao "Pensador "aninhei-me nos braços de uns burgueses, de Calais.

publicado por Isabel Afonso às 20:21 | link do post | participe | ver comentários (5)
Segunda-feira, 03.06.13

Pena de Morte

Fez tudo o que pôde, mas nunca conseguiu deixar de pensar nele, inquietante, pedira-lhe que a matasse, desconfiara  do seu potencial bélico, nunca lhe perdoaria o facto de não o ter feito, vingar-se-ia, depois de se ter tornado o núcleo da sua própria existência, esse era o único elo que a fazia divergir para o que estava para lá de si própria, era testemunha de como entrara em combustão, sabia-o, entrara pela porta e as labaredas desorganizaram-se, ávidas de oxigénio, desconcentrara-se do seu propósito, visitara-a como espectador ainda demasiado comprometido com os propósitos sociais, os tribunais, as testemunhas...

publicado por Isabel Afonso às 17:48 | link do post | participe | ver comentários (1)

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